Conheça o projeto "Trilha interpretativa na CEPLAC: espaço acessível para o ensino da Educação Ambiental e Ecologia da Amazônia"

  • Escrito por Kauane Porpério
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O projeto “Trilha das Castanheiras” foi pensado pela mestranda Maísa Barbosa Lauton Nery e sua orientadora Profª. Drª. Ivone Vieira da Silva, para a dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Agroecossistemas Amazônicos do campus de Alta Floresta.

1450f0a1 0e8f 463d be31 a1eab4e4b874Imagem: Maísa Barbosa Lauton Nery (mestranda) e Profª. Drª. Ivone Vieira da Silva (orientadora)

Este projeto tem como título: “Trilha interpretativa na CEPLAC: espaço acessível para o ensino da Educação Ambiental e Ecologia da Amazônia”. Seu principal objetivo é construir uma trilha ecológica interpretativa, em uma unidade de conservação no Sul da Amazônia, que atue como instrumento de contato direto com a natureza, garantindo a acessibilidade, inclusive para pessoas com deficiências, sejam elas de natureza física, mental, intelectual ou sensorial.

WhatsApp Image 2021 09 10 at 17.32.38Imagem: Maísa Barbosa Lauton Nery (mestranda) apresentando a trilha para visitantes.

Segundo a mestranda, o projeto foi pensado, em conjunto com a orientadora, para ser uma trilha interpretativa, com foco nos 5 sentidos, visando a acessibilidade e inclusão social. Desta forma, a ideia é que seja um diferencial, pioneiro em nossa região.

O trabalho conta com algumas parcerias, como o CEEDA - Centro Educacional Especializado em Deficiência Auditiva, além da CEPLAC - Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira. Nas palavras de Maísa: “Com auxílio dos funcionários locais da Ceplac (Seu Zé, Zé Anjo e Artur) juntamente com uma equipe de voluntários (Amauri, Jaqueline, Willian e Denis) deu-se início a este plano desafiador. Abrimos a trilha no campo experimental da CEPLAC, à 22 km de Alta Floresta, em setembro de 2020, em meio a uma pandemia, e desde então todo mês estamos executando alguma tarefa importante na trilha (Limpeza, sinalização, aplainagem, etc). ”

b89d7e23 507c 40f7 942f 1523e6875fe8Imagem: uma das placas informativas espalhadas pela trilha e visitantes.

Após o árduo trabalho desempenhado, em junho de 2021 a “Trilha das Castanheiras” ficou pronta para os testes, assim foram iniciadas as visitas voluntárias com pessoas com e sem deficiências, para avaliar e sugerir melhorias. Após 3 meses de visitas, será iniciada a fase de análise, para que, em 2022 ela seja enfim aberta ao público de Alta Floresta e região.

WhatsApp Image 2021 09 10 at 17.37.21 1Imagem: Maísa Barbosa Lauton Nery (mestranda) apresentando a trilha para visitantes.

Objetivando a acessibilidade, toda a trilha é sinalizada, as placas são explicativas e possuem linguagem de sinais (Libras) e o sistema de escrita Braile. Além disto, a trilha é larga e plana para possibilitar a passagem de cadeirantes. Também há a presença das chamadas “Salas Bosques” que são áreas de convivência em locais estratégicos de contemplação da natureza, equipadas com bancos para descanso.

unnamedImagem: pessoas com deficiência visitando a trilha.

Para a mestranda: “A Educação Ambiental deve ser para todos, por isso nosso projeto foi pensado e embasado nesse conceito. Isso ajudará muitas pessoas a terem seu primeiro contato direto com a natureza, possibilitando experiências incríveis e assim de fato adquirindo a Educação Ambiental. ”

unnamed 1Imagem: cadeirante fotografando em um dos pontos estratégicos da trilha.

Pensando também nos discentes, a trilha possibilitará aulas de campo sobre diversos temas, além de ser base para projetos futuros, pois, não há estudos nesta área. Atualmente utiliza-se apenas 10% dos 500 hectares da Ceplac, portanto, o projeto contribuirá para o desenvolvimento de trabalhos acadêmicos, cooperando, assim, com a comunidade cientifica.

Confira o vídeo sobre o projeto: